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Milho safrinha: saiba como garantir uma boa segunda safra verão

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A sucessão de culturas com soja e milho retrata hoje o principal sistema de produção de grãos das regiões agrícolas brasileiras. Aprenda aqui sobre a importância do milho safrinha.

O milho é uma das melhores opções para o cultivo na segunda safra. O seu plantio é crescente em praticamente todas as regiões do país nos últimos anos, como em produtividade e em área.

Porém, especialmente na segunda safra, os riscos são maiores e prestar atenção a todas as questões é a melhor técnica para minimiza-los. Veja a seguir todos pontos para boa segunda safra de verão!

Desde o ano de 2012 o plantio da segunda safra ocupa área maior do que a que tem destino o cultivo de milho verão. Conforme vimos no gráfico 1:

Gráfico 01: Área plantada de milho safra verão no país (2000/2001 a 2017/2018)
Fonte: CONAB – Série Histórica 2000/2001 a 2017/2018

Porém, o que é milho safrinha?

O milho segunda safra é aquele cultivado em sequeiro, época que compreende de janeiro a abril quase sempre após a cultura da soja precoce. Principalmente na região Centro-Sul do país, que envolve os estados de São Paulo e Paraná.

Ainda é cultivado nos seguintes estados: Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Esse sistema de plantio, sem irrigação, se iniciou por volta de 1978/79. No qual o milho era semeado após a colheita da soja.

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Bem como, após a colheita do feijão ou mesmo cultivado nas entrelinhas da própria cultura do milho da safra de verão. Porém, o sucesso do incremento ocasionado pelo milho safrinha, foi verificado no início dos anos 80.

E é claro, que o sucesso dos primeiros a fazer esse cultivo, impulsionou o aparecimento de muitos adeptos. A partir das experiências iniciais, esse sistema de plantio, realizado fora da época normal com condições climáticas adversas, cresceu.

Além disso, o milho segunda safra, além de produzir grãos, fornece palhada necessária para maior efetividade do sistema de plantio direto.

Esse sucesso é possibilitado, pelas experiências adquiridas ao decorrer dos anos, uso de tecnologia e as escolhas eficientes. Vamos saber como garantir uma boa segunda safra?

Época de semeadura

O resultado positivo do milho segunda safra está relacionado a época de semeadura. Plantar mais cedo, após a colheita da cultura de verão, amplia as chances de se obter boa lavoura de milho safrinha.

Pois assim, minimiza os riscos causados pela redução da temperatura do ar no inverno e disponibilidade de água no solo. Além do mais, estudos demonstram que atraso na época da semeadura reduz mais de 50% na produtividade de híbridos.

Calendário agrícola

A agricultura é completamente dependente das condições ambientais. Pois elas controlam o crescimento das plantas, logo, devem ser avaliadas antes de semear a cultura.

O calendário agrícola do país é o mais prático do mundo. Isso, porque o Brasil possui dimensão continental, o que permite o cultivo de até três safras de grãos no mesmo ano agrícola. Como você pode acompanhar a seguir:

Gráfico 2: Calendário de plantio e colheita de milho segunda safra, CONAB (2019)

Viu como o calendário agrícola é fonte de informação que fornece a você os meses nos quais se semeiam e colhem ao longo do ano. Isso, em cada região do país.

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Safra e Safrinha

O calendário agrícola começa a partir do plantio de uma cultura e segue alguns meses ao longo do ano chamados de safra e safrinha. Ainda mais, os termos safra e safrinha também são relacionados a expectativa de produção.

A safra é a época em que o plantio é feito, normalmente com a chegada das chuvas. Nesse sentido, para a maioria dos cultivos, a safra se inicia em outubro por ser período com umidade, temperatura e luminosidade favoráveis.

A safrinha é o plantio realizado após a safra, em condições de falta de água. Ela acontece nos meses de janeiro, fevereiro e março. No decorrer da safrinha, as altas temperaturas podem prejudicar a produção, como ocorreu esse ano.

Ainda que as condições climáticas sejam desafiadoras, o termo safrinha vem sendo substituído, por segunda safra devido a tecnologia que tem permitido aumento de produtividade.

Milho safrinha

O milho é a primeira cultura que pensamos ao se falar em safrinha. A sua produção e área plantada é o dobro do tamanho quando se comparado a safra de verão.

Fonte: Fazenda Rosimara

A segunda safra acontece durante as estações de outono e inverno. Nas quais, as chuvas, temperatura e luminosidade são menores quando comparados a outras estações, o que retarda o desenvolvimento das plantas de milho.

Logo, o ciclo é mais prolongado do que o cultivo de primeira safra.

Escolha da semente

Há no mercado sementes específicas para serem cultivadas após a safra de verão. Pois, a depender da época de plantio dentro do período recomendado, o ciclo da cultura é característica importante a ser considerada na escolha da semente.

Hoje, são lançados híbridos mais tolerantes a deficiência de água e baixas temperaturas. E tudo isso, é feito para diminuir os riscos que podem ocorrer no seu cultivo. Além disso, é recomendado a semeadura de forma escalonada para diluir ainda mais os riscos.

Utilização do nitrogênio

O nitrogênio é o mais importante nutriente requerido pela cultura do milho e o que apresenta o melhor custo-benefício dentre todos os nutrientes fornecidos. A produtividade do grão é reduzida pela disponibilidade desse nutriente.

Os produtores rurais normalmente tem receio de investir em nutrição na segunda safra, por causa dos fatores de risco, como os climáticos. Mas, o nitrogênio é importante na produtividade da cultura do milho.

O nitrogênio não é conservado no solo na sua forma prontamente disponível, dessa forma quando você realiza a aplicação dele, se observa respostas significantes.

Recomendação do nitrogênio

Doses crescentes de nitrogênio fornecidas na cultura do milho segunda safra causam aumento de produtividade, além de afetar os componentes de produção da cultura.

Absorção de nitrogênio

É recomendado aplicações de nitrogênio apenas nas fases iniciais da cultura, pois são nessas fases que serão definidas os componentes de rendimento.

Figura: Taxa de absorção de nitrogênio em milho
Fonte: Giraldeli (2018)

E para a lavoura expressar o seu máximo potencial produtivo é fundamental ter equilibrada nutrição de nitrogênio em todos os períodos. Em razão, de boa parte ser absorvido no pós-florescimento.

Fontes de adubos nitrogenados

As fontes de nitrogênio mais utilizadas no país são o sulfato de amônio e a ureia. Essas fontes são sujeitas a perdas no solo, seja por escoamento superficial, lixiviação, imobilização pelos microrganismos ou volatilização da amônia.

Por exemplo, a ureia perde em média 50% do nitrogênio fornecido como fertilizante pela volatilização, lixiviação e desnitrificação. Ainda mais, no plantio direto essas perdas são intensificadas com a aplicação da ureia em superfície.

Em tese, aplicações antes da fase de maior demanda pela cultura dá em maiores perdas.

Época de aplicação de adubos nitrogenados

O milho nos estádios iniciais de desenvolvimento apresenta exigências mínimas de nitrogênio, e ela aumenta de acordo com a taxa de crescimento. E alcança o pico de exigência durante o florescimento até o início de formação dos grãos.

A absorção desse nutriente pela cultura é intensa no período compreendido entre 40 dias após a semeadura, estádio V6, e no pré-florescimento masculino, estádio Vn. Nesse período o cultivo absorve em média 70% do seu requerimento total.

Além disso, para produzir uma tonelada de grãos de milho, a planta necessita de 20 a 28 kg/ha de nitrogênio. E como mostrado anteriormente, há vantagens em aplicações tardias desse nutriente.

Ou seja, a adubação nitrogenada em cobertura deve ser realizada até o início do pendoamento, pois nesse período a taxa de absorção é linear. Porque a maior parte no nitrogênio já foi absorvida e acumulada na planta.

Aplicação foliar nitrogenada

Você deve estar me perguntando, como posso desenvolver planos para fornecer nitrogênio nas fases finais do ciclo? Porque como dito anteriormente, a cultura necessita de nitrogênio disponível nos estádios finais de desenvolvimento.

Crédito:Jacto

A adubação foliar é a possibilidade para minimizar perdas de nitrogênio e complementar à adubação tradicional. No intuito, de reduzir o efeito da carência desse nutriente no solo.

A suplementação nitrogenada via foliar é conveniente e apresenta resposta rápida e assim melhora o crescimento da planta. Além de contribuir para corrigir as deficiências nutricionais em estádios do cultivo onde a aplicação no solo será ineficiente.

Ainda mais, o fornecimento de nitrogênio na fase tardia da cultura via adubação no solo apresenta pontos negativos. Como, a demora para ser absorvido e consequentemente a resposta na planta vai ocorrer só posteriormente.

Além disso, a adubação via foliar é mais fácil e apresenta custos baixos, ainda mais quando a pulverização for realizada juntamente com outros agroquímicos. Porém, para melhorar o desempenho na absorção, é necessário que você opte por formulações líquidas.

As formulações líquidas indicadas para adubação via foliar deve conter três formas de nitrogênio, sendo elas: nítrica, amídica e amonical. Assim, o cultivo vai absorver o nitrogênio de forma gradual e suprir sua necessidade de forma pontual.

Conclusão

Compreender as peculiaridades da segunda safra é fundamental para o sucesso do cultivo do milho.

Deste modo, a escolha adequada dos ciclos dos híbridos a serem semeados na segunda safra. Além de entender os riscos e realizar a semeadura no momento mais adequado são fatores determinantes no sucesso do cultivo e na sua rentabilidade.

Até aqui apresentamos conceitos que são essenciais para a conquistar bons resultados.

O que você faz para diminuir os riscos do cultivo da segunda safra?

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