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Silício na agricultura: o que é e como usar corretamente

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O silício tem ganhado destaque na agricultura como um importante aliado no desenvolvimento das plantas e na melhoria da produtividade. Embora não seja considerado um nutriente essencial para todas as culturas, seu uso pode trazer benefícios significativos como maior resistência a pragas, doenças e estresses ambientais.

Neste artigo, você vai entender como o silício atua nas plantas e como aplicá-lo de forma eficiente no campo.

Acompanhe a seguir!

O que é silício?

O silício (Si) é um elemento químico não metálico, o segundo mais abundante na crosta terrestre, logo após o oxigênio. Na prática, ele é um elemento químico fundamental que, embora não seja classificado como um nutriente essencial para todas as plantas, é considerado um elemento benéfico indispensável para uma agricultura produtiva e sustentável.

Qual a função do silício na agricultura?

Na tabela periódica, o silício é um semimetal. Na natureza, ele é o segundo elemento mais comum na crosta terrestre, mas as plantas só conseguem absorvê-lo na forma de ácido monossilícico.

Quando absorvido, ele se deposita nas paredes celulares, formando uma camada protetora resistente. Assim, sua principal função é atuar como uma “armadura” biológica e mecânica.

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Seus benefícios podem ser divididos em três pilares principais:

Resistência contra pragas e doenças

Ao se depositar na epiderme das folhas e colmos, o silício cria uma barreira física que dificulta a penetração de fungos e o ataque de insetos mastigadores.

Efeito mecânico: o tecido vegetal torna-se mais rígido, “desgastando” o aparelho bucal de insetos.

Efeito químico: o silício estimula a planta a produzir compostos de defesa natural mais rapidamente.

Tolerância ao estresse abiótico (clima e solo)

O silício ajuda a planta a lidar com condições adversas do ambiente:

Seca e calor: ele reduz a perda excessiva de água por transpiração, mantendo a planta hidratada por mais tempo.

Toxidez de metais: ajuda a neutralizar os efeitos tóxicos de elementos como alumínio e manganês, comuns em solos ácidos.

Salinidade: melhora o equilíbrio osmótico, permitindo que a planta sobreviva melhor em solos com alto teor de sal.

Melhora na estrutura e fotossíntese

Plantas bem supridas com silício tendem a ter folhas mais eretas e rígidas.

Arquitetura foliar: com folhas menos “caídas”, a planta consegue captar mais luz solar, o que aumenta a eficiência da fotossíntese.

Resistência ao acamamento: em culturas como arroz e milho, o silício fortalece o colmo, evitando que a planta caia com ventos ou chuvas fortes.

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Quais são as fontes de silício?

Para que o silício seja aproveitado na agricultura ou na indústria, ele precisa ser extraído de fontes que o disponibilizem de forma eficiente. No caso do solo, o desafio é que a maior parte do silício presente na crosta terrestre está em formas que as plantas não conseguem absorver.

Veja a seguir as principais fontes de silício divididas por origem:

Fontes minerais

São as fontes extraídas diretamente da mineração e que podem ser aplicadas via solo:

Wollastonita: um silicato de cálcio natural que é uma das fontes mais eficientes, pois libera o silício de forma relativamente rápida para as raízes.

Termofosfatos: fertilizantes que contêm silício em sua composição devido ao processo de fusão de rochas fosfáticas.

Rochas silicatadas (Pó de Rocha): o uso de basaltos e outras rochas moídas (técnica de rochagem) libera silício gradualmente à medida que a rocha sofre intemperismo.

Subprodutos industriais

Uma das formas mais comuns de se obter silício para a agricultura é por meio do reaproveitamento de materiais industriais:

Escórias de siderurgia: resultantes da fabricação de aço e ferro-gusa. São ricas em silicato de cálcio e magnésio. Elas passam por tratamentos para garantir que estejam livres de metais pesados antes de serem usadas como fertilizantes.

Fontes de origem vegetal (orgânicas)

Algumas plantas acumulam tanto silício que seus resíduos tornam-se excelentes fontes:

Casca de arroz: contém altos teores de sílica. Quando transformada em cinza (cinza da casca de arroz),o silício torna-se ainda mais disponível.

Restos culturais de gramíneas: palhada de milho, cana-de-açúcar e capins devolvem boa parte do silício absorvido ao solo durante a decomposição.

Fontes solúveis (aplicação foliar e fertirrigação)

Para uma resposta mais rápida da planta, utilizam-se fontes químicas processadas:

Silicato de Potássio: muito utilizado em aplicações foliares. Além do silício, fornece potássio e ajuda no controle imediato de pragas e doenças.

Silicato de Sódio: também solúvel, mas menos comum na agricultura devido ao teor de sódio, que pode ser prejudicial se acumulado no solo.

Ácido Monossilícico: fonte tecnológica de alta absorção, geralmente usada em formulações líquidas premium.

Como usar silício na agricultura?

A aplicação de silício na agricultura deve ser planejada de acordo com o objetivo do manejo, ou seja, uma correção de solo a longo prazo ou uma resposta rápida da planta contra um estresse específico (como uma praga ou seca).

Confira as formas práticas de utilizar o silício na lavoura:

1. Aplicação no solo

Esta é a forma mais comum para fornecer grandes quantidades do elemento e melhorar o ambiente radicular.

Nesse caso, a aplicação é feita a lanço, de forma semelhante à calagem. Em muitos casos, o silicato também atua corrigindo o pH do solo, o que otimiza a operação.

Em geral, o intuito desse tipo de aplicação é construir perfil de silício no solo, aumentar a disponibilidade de fósforo e fortalecer a planta desde a germinação.

Fontes: silicatos de cálcio e magnésio (geralmente derivados de escórias siderúrgicas processadas) ou pó de rocha (basalto).

2. Aplicação na folha

A aplicação nas folhas é utilizada como um tratamento complementar durante o ciclo da cultura. Por meio da pulverização, o silício cria uma película protetora imediata na superfície das folhas.

Essa alternativa atua como barreira física contra fungos e insetos e reduz a perda de água (transpiração) em períodos de calor intenso ou veranicos.

Fontes: silicato de potássio ou soluções estabilizadas de ácido monossilícico.

3. Fertirrigação

Muito comum em hortifrutis e cultivos hidropônicos.

Fontes: silicatos solúveis em água.

Como fazer: injeção direta no sistema de irrigação.

Objetivo: garantir um fornecimento constante do elemento, mantendo a planta rígida e resistente durante todo o desenvolvimento.

Melhores práticas para o sucesso da aplicação

Identifique a necessidade: gramíneas como milho, arroz, cana-de-açúcar e pastagens são as que mais respondem à aplicação, pois são “acumuladoras” de silício.

Atenção à solubilidade: no solo, o silício só é útil se for liberado na forma de ácido monossilícico. Verifique sempre a taxa de solubilidade da fonte que você está comprando.

Momento Estratégico: para proteção contra doenças foliares, a aplicação via folha deve ser preventiva, antes do período de maior pressão do patógeno.

Manejo Integrado: o silício não substitui o NPK ou os defensivos, mas ele potencializa a eficiência desses insumos, permitindo que a planta suporte melhor os desafios do campo.

Conclusão

Enfim, o uso de silício na agricultura vem se consolidando como uma estratégia eficiente para melhorar o desempenho das lavouras. Ao fortalecer a estrutura das plantas e aumentar a resistência a pragas, doenças e estresses ambientais, esse elemento contribui diretamente para a produtividade e a qualidade da produção.

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Publicado por:
Formada em Jornalismo, pós-graduada em Marketing e especialista em Comunicação Digital, atua como Analista de Conteúdo no MyFarm. 
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