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Comercialização agrícola: por que esse é um dos maiores desafios do produtor rural?

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A comercialização agrícola consiste em um conjunto de atividades operacionais e de mercado que levam os produtos da fazenda até o consumidor final.

Sendo assim, para comercializar sua produção, o produtor rural precisa não só produzir alimentos de boa qualidade como também conhecer seu mercado de atuação.

Neste artigo, vamos explicar como funciona a comercialização agrícola e mostrar quais são os maiores desafios dessa atividade.

Acompanhe a seguir!

O que é comercialização agrícola?

Em síntese, a comercialização agrícola consiste em um conjunto de atividades operacionais e de mercado que levam os produtos da fazenda ao consumidor final.

Nesse sentido, a comercialização agrícola representa um processo contínuo e organizado de encaminhamento da produção agrícola ao longo de um canal de comercialização, onde o produto sofre transformação, diferenciação e agregação de valor.

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Quais são as funções da comercialização agrícola?

A princípio, a comercialização agrícola cumpre a função de promover a adequação da produção (oferta dos produtos agrícolas) às preferências e necessidades dos consumidores (demanda dos produtos agrícolas). Dessa forma, ela estabelece a relação entre o setor produtivo e o consumidor final.

Como parte desse processo, temos as funções da comercialização agrícola, que consistem em atividades exercidas, por instituições especializadas, durante as fases da comercialização.

Conheça a seguir as funções da comercialização agrícola:

Funções de troca

As funções de troca estão associadas à posse dos produtos agrícolas. Sendo assim, envolvem a formação dos preços a partir da relação entre as funções de compra e de venda.

Funções físicas

As funções físicas são caracterizadas pela geração de utilidade (facilidade) para os produtos agrícolas, referentes ao tempo (armazenagem),ao lugar (transporte) e à forma (processamento).

Funções auxiliares

As funções auxiliares facilitam ou complementam o processo de comercialização dos produtos agropecuários, tais como padronização, financiamento, seguro, informações e pesquisas de mercado.

Quais são os canais de comercialização agrícola?

Os canais de comercialização agrícola são constituídos por agentes que desempenham as funções citadas anteriormente. São eles:

Corretor: aproxima compradores e vendedores. Logo, ele não estoca bens, não financia, nem assume risco.

Facilitador: responsável por auxiliar o processo de distribuição, porém não assume a propriedade dos bens e não negocia o processo de compra ou de venda.

Representante de fabricante: representa e vende os bens de vários fabricantes. Em geral, é contratado pelos fabricantes, mas não faz parte de suas forças de vendas internas.

Comerciante: intermediário que compra, assume a propriedade e revende mercadorias.

Varejista: empresa que vende bens ou serviços diretamente ao consumidor final para uso pessoal, não empresarial.

Agente de vendas: negocia com clientes, em nome de um fabricante, mas não assume a propriedade dos bens.

Força de vendas: grupo de pessoas contratado diretamente por uma empresa para vender seus produtos e serviços.

Atacadista (distribuidor): empresa que vende bens ou serviços comprados para revenda ou uso empresarial.

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Quais são os compradores de produtos agrícolas no Brasil?

Os agricultores possuem compradores de diversos setores de atuação. Confira a seguir!

Consumidores: compra e venda direta e feiras livres.

Outros agricultores: compra e venda direta, feiras, leilões, centrais de distribuição e parcerias.

Atacadistas e varejistas: compra e venda direta, centrais de distribuição, integração da produção.

Restaurantes de bares: compra e venda direta, centrais de distribuição, feiras e parcerias.

Tradings: compra e venda direta, leilões e bolsas de mercadorias.

Agroindústrias e indústrias de alimentos: compra e venda direta, leilões, bolsas de mercadorias, integração da produção.

Governos: formação de estoques reguladores e garantia de preços mínimos, programas de aquisição de alimentos.

Cooperativas: compram para produção de produção ou para negociar em lote com tradings, indústrias ou compradores internacionais.

Empresas de insumos: a negociação é feita por meio de trocas, mais conhecida como operação Barter. O produtor paga os insumos agrícolas através da sua produção.

Vale destacar que decisões de compra do consumidor final determinam a demanda dos supermercados, que por sua vez influencia na demanda de atacadistas e agroindústrias, que resulta em uma demanda derivada para a produção agrícola.

Como funciona o comportamento de preços na comercialização agrícola?

Na prática, a cotação de preços dos produtos agrícolas são influenciados por diversos fatores como tendências históricas, sazonalidade da produção e movimentos especulativos causadores de oscilações significativas dos preços.

Tendência

A partir de uma série histórica é observada uma trajetória de alta, queda ou estabilidade dos preços que podem ser influenciadas por fatores como inovação tecnológica, mudanças de hábitos de consumo e alterações entre oferta e demanda.

Ciclo

De modo geral, os preços são observados, em períodos mais ou menos longos (que podem levar alguns anos). Além disso, são normalmente influenciados pelo comportamento dos agentes diante do mercado e pelas características da oferta de determinados produtos.

Sazonalidade

Observada ao longo do ano, principalmente devido à safra e à entressafra da produção e aos hábitos dos consumidores, a sazonalidade determina preços menores na safra e maiores na entressafra.

Movimento brusco ou choque

Em períodos curtos de tempo (dias, semanas),observa-se a oscilação (velocidade) de baixa ou de alta dos preços, sem indicar, necessariamente, direção ou sentido do mercado.

Como é feita a comercialização de grãos? Quais são as modalidades de venda?

Existem algumas modalidades que compõem o processo de venda de grãos. Confira a seguir!

Barter

Muito comum no agronegócio, a operação Barter consiste basicamente na troca de insumos agrícolas pela produção de grãos.

Atualmente, a negociação Barter corresponde a praticamente 30% dos valores financiados neste mercado.

Vale ressaltar que a formalização desse tipo de comercialização ocorre por meio da Cédula do Produto Rural (CPR), espécie de contrato em que o produtor se compromete a entregar parte da sua produção ao distribuidor ou à parte selecionada na negociação.

Hedge

Nessa modalidade de comercialização, os preços dos grãos são fixados conforme a cotação na bolsa de valores. Dessa forma, o produtor rural consegue realizar um provisionamento da sua margem de lucro.

Em geral, ela é utilizada para que o agricultor possa se proteger de possíveis oscilações no preço, visto que, o mercado de commodities está sujeito às instabilidades econômicas.

Pré-Fixação e Pré-pagamento

Como o nome sugere, a pré-fixação consiste na negociação de venda dos grãos por um preço fixo.

Por outro lado, na modalidade de pré-pagamento, o comprador antecipa o pagamento dos grãos e o produtor se compromete a entregá-los pessoalmente após a colheita. Nesse caso, há a cobrança de juros.

Comercialização pela cooperativa

Nesse formato de comercialização, a cooperativa é responsável por intermediar a negociação de venda. Dessa forma, a cooperativa recebe os grãos dos produtores, armazena-os e realiza o escoamento no mercado.

No entanto, não há controle na escolha dos compradores e fornecedores, porém os produtores associados são beneficiados com a compra de insumos agrícolas.

Tradings e corretoras

Nesta modalidade, a venda de grãos é intermediada por empresas especializadas, responsáveis por facilitar as negociações junto a compradores nacionais e internacionais. Vale destacar que grande parte das comercializações para o exterior é realizada desta forma.

De que forma são feitas as entregas de grãos?

No processo de comercialização de grãos, a entrega pode ser feitas de duas formas:

FOB (Free on Board): o comprador se responsabiliza pelo transporte do grão até o porto, assim como, pelas perdas e danos. Sendo assim, desconta-se as taxas portuárias e o frete da remuneração. Possui uma cotação menor.

CIF (Cost, Insurance and Freight): o vendedor é responsável pela entrega. Logo, ele é quem paga os custos de frete, operação portuária e seguro da mercadoria. Neste caso, a remuneração costuma ser maior que na modalidade FOB.

Quais são os principais desafios da comercialização agrícola?

Embora seja um setor muito rentável, a comercialização agrícola tem seus desafios. Por isso, separamos algumas das dificuldades enfrentadas pelos agricultores no processo de venda de suas produções.

Variação de preços das commodities

Em geral, os comerciantes agrícolas vendem as suas produções em largas escalas, chamadas de commodities. Nesse caso, o preço desses lotes de produção varia de acordo com o seu valor, sendo definido pela bolsa de mercado futuro.

Nesse sentido, a imprevisibilidade de preço pode ser prejudicial, visto que o custo de produção é alto. Assim, quando a variação joga os preços para baixo, o lucro do produtor pode ficar comprometido.

Perecibilidade

Sabemos que os alimentos possuem prazo de validade. Logo, o produtor precisa lidar com uma característica específica do setor agrícola: a perecibilidade.

Então, para evitar perdas e prejuízos de grande porte, é necessário organizar o processo logístico dos alimentos a fim de preservar a qualidade e não permitir que os produtos agrícolas ultrapassem a sua validade.

Frete alto

A princípio, independentemente do meio de transporte utilizado, o frete é uma despesa comum para qualquer produtor rural. Portanto, é fundamental considerar as despesas com deslocamento, que possuem custo alto, frequente e obrigatório.

Entretanto, a grande questão é que o valor alto do frete pode impactar o lucro do produtor, caso os valores das commodities se encontrem mais baixos que o normal. Sendo assim, o frete alto representa um desafio para o agricultor.

Sazonalidade

Como os diferentes tipos de culturas produzem em períodos específicos, o produtor precisa planejar as safras para ter o máximo de aproveitamento em cada categoria de produção.

Além disso, cada produção exige o uso de ferramentas e equipamentos distintos, que podem ficar parados, ou seja, sem uso por um período. Isso gera um custo a mais, que precisa ser bem administrado a fim de evitar prejuízos.

Enfim, gostou desse conteúdo? Aproveite e leia nosso artigo sobre produção agrícola.


Publicado por:
Formada em Jornalismo, pós-graduada em Marketing e especialista em Comunicação Digital, atuo como Analista de Conteúdo no MyFarm. 
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