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Corda-de-viola: como identificar e controlar essa planta daninha

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A corda-de-viola refere-se a um grupo de plantas daninhas que causam danos às culturas. Saiba como realizar seu controle!

A agricultura é cheia de desafios e muitos deles são controláveis, exigindo somente o conhecimento e monitoramento adequado. Um dos grandes dilemas da produção é a presença das plantas daninhas.

Uma das plantas daninhas mais preocupantes da soja é a corda-de-viola e você precisa entender todas as suas peculiaridades para que seja capaz de evitar a propagação em sua propriedade rural.

Por isso, vou te explicar os pontos mais importantes sobre essa praga. Então fique atento e leia o texto até o final.

Vamos lá?

O que é a corda-de-viola?

A corda-de-viola refere-se a um grupo de plantas daninhas pertencentes à família Convolvulaceae, com destaque para as espécies Ipomoea hederifolia, I. quamoclit, I. nil, I. grandifolia, I. triloba e I. purpúrea. Essas plantas são conhecidas por seu potencial de impacto negativo nas lavouras, especialmente no final do ciclo da soja.

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Essa planta daninha pode reduzir significativamente a produtividade da lavoura, chegando a quase 50%, devido à sua capacidade de competir por recursos, como água, nutrientes e luz solar, com as culturas desejadas, como a soja. Além disso, a corda-de-viola pode dificultar e atrapalhar o processo de colheita, tornando-se um problema sério para você, agricultor.

No Brasil, as lavouras mais afetadas são as de soja, milho, algodão e cana-de-açúcar. No entanto, por ser trepadeira e ter alta adaptabilidade, ela infesta quase 40 tipos de plantações, incluindo café, citros, feijão, trigo e pastagens.

Uma característica importante da corda-de-viola é que ela é uma espécie anual e se reproduz principalmente por sementes. Isso significa que o controle eficaz dessa planta daninha envolve estratégias que visam prevenir a produção e disseminação de sementes, bem como a remoção física das plantas presentes na lavoura.

Para que serve corda-de-viola?

Como vimos, a corda-de-viola é uma planta trepadeira amplamente conhecida por seu papel negativo na agricultura e por sua capacidade ornamental. Sendo assim, a depender do contexto, ela tem funções e impactos muito diferentes.

Para o agronegócio e pequenos produtores, a corda-de-viola é considerada uma das plantas daninhas mais problemáticas. Afinal, ela serve como uma “praga” que compete por água, luz e nutrientes.

No entanto, por ter um crescimento rápido e produzir belas flores em formato de campainha (com cores que variam entre o roxo, azul, rosa e branco),ela geralmente é usada para fins paisagísticos.

Além disso, algumas espécies da família da corda-de-viola possuem princípios ativos com propriedades medicinais. Assim sendo, na medicina tradicional, o chá ou extrato de certas variedades é utilizado por suas propriedades analgésicas, anti-inflamatórias e cicatrizantes.

Conheça as características marcantes da corda-de-viola

A corda-de-viola (Ipomoea spp.) apresenta várias características marcantes que a tornam notável e desafiadora no contexto agrícola. Sua coloração vistosa, tanto nas folhas quanto nas flores, a torna facilmente identificável no campo. Essa característica estética, no entanto, não deve enganar, pois a planta é considerada uma planta daninha problemática.

Os ramos da corda-de-viola possuem um aspecto fibroso e resistente, o que contribui para sua capacidade de fixação e expansão sobre as culturas vizinhas. Essa resistência pode tornar a remoção manual mais difícil e complicar o controle químico, especialmente com herbicidas comuns, como o glifosato.

A tolerância ao herbicida glifosato é outra característica notável da corda-de-viola. O glifosato é amplamente utilizado na agricultura para o controle de plantas daninhas, mas a resistência dessa espécie a esse herbicida específico torna seu manejo mais desafiador. Isso requer a implementação de estratégias de controle alternativas para evitar a disseminação descontrolada da planta.

A corda-de-viola exibe um hábito de crescimento como trepadeira, enrolando-se sobre as culturas circundantes. Esse comportamento pode levar a uma competição intensa por recursos vitais, como luz, água e nutrientes, prejudicando o desenvolvimento das culturas desejadas.

Com a capacidade de atingir até 3 metros de comprimento, a corda-de-viola demonstra um crescimento rápido, o que a torna especialmente desafiadora para os agricultores. Sua rápida expansão pode resultar em impactos negativos na produtividade das culturas e na eficácia dos métodos de controle.

A combinação de características vistosas, resistência, tolerância a herbicidas comuns e crescimento rápido faz da corda-de-viola uma ameaça significativa para as lavouras, exigindo abordagens de manejo específicas e integradas para minimizar seus efeitos prejudiciais.

 

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Como identificar a planta corda-de-viola?

A identificação da corda-de-viola varia conforme a fase de desenvolvimento da planta. Como se trata de uma das plantas daninhas mais comuns e desafiadoras em lavouras, reconhecer os sinais corretos desde a plântula evita problemas maiores no manejo.

Morfologia da corda-de-viola
Morfologia da corda-de-viola. Fonte: Agroadvance

Para identificar a planta com precisão, observe as seguintes estruturas:

1. Plântulas (Fase inicial)

O segredo nesta fase está nos cotilédones (as primeiras folhas que surgem após a germinação). Eles possuem um formato muito característico de “U” ou “V”, profundamente recortados e bifurcados, lembrando a silhueta de uma borboleta ou uma textura que se divide claramente em duas pontas.

2. Folhas adultas

Quando a planta cresce, as folhas mudam de formato dependendo da espécie exata (Ipomoea purpurea, Ipomoea triloba, entre outras). Os padrões mais comuns são:

Formato de coração (cordiformes): lisas nas bordas, com a base arredondada que se estreita até a ponta.

Lobadas: folhas que apresentam divisões, geralmente com três lóbulos bem definidos (lembrando uma pata de ganso).

Presença de pelos: a maioria das espécies apresenta folhas e ramos cobertos por pequenos pelos (pubescência),perceptíveis ao toque.

3. Caule e hábito de crescimento

O caule cresce se enrolando em estruturas vizinhas ou nas próprias culturas (como soja e milho). Ele é fino, flexível e muito resistente à tração, o que costuma causar o embuchamento de colhedoras durante a colheita.

4. Flores

As flores facilitam a identificação visual imediata no campo. Elas têm formato de funil ou campainha (infundibuliformes). As cores variam entre o roxo, azul, rosa e branco, abrindo normalmente no início da manhã e se fechando no período da tarde.

Quais são os danos causados pela corda-de-viola?

A corda-de-viola pode causar uma série de danos significativos na sua lavoura, impactando negativamente a sua produção agrícola. Para evitar que isso aconteça, você precisa saber quais os danos e como evitá-los.

Vamos lá conhecer quais são eles?

Inviabilização da operação mecânica de colheita: o hábito de crescimento da corda-de-viola como trepadeira, enrolando-se sobre as culturas, pode tornar a operação mecânica de colheita praticamente inviável.

Competição de nutrientes com a soja: essa competição pode levar à redução da disponibilidade de recursos para a soja, comprometendo seu crescimento, desenvolvimento e produtividade.

Arrastamento e tombamento: devido ao seu crescimento vigoroso e capacidade de se enrolar sobre as culturas circundantes, a corda-de-viola pode causar arrastamento e tombamento de plantas de soja.

Perdas produtivas para a cultura: os danos causados sejam por meio da competição por recursos, impedimento da operação de colheita ou arrastamento de plantas, geralmente resultam em perdas produtivas para a cultura principal, como a soja.

Esses danos destacam a importância de estratégias eficazes de manejo para controlar a infestação de corda-de-viola nas lavouras. A implementação de práticas de controle integradas, que podem incluir métodos químicos, mecânicos e culturais, é essencial para minimizar os prejuízos e garantir uma produção agrícola saudável e sustentável.

Vamos entender mais sobre as formas de controle da corda-de-viola?

Como controlar a corda-de-viola?

O controle eficiente da corda-de-viola requer uma abordagem integrada que combine diversas estratégias. Inicialmente, é recomendável realizar o controle antes da emergência das plântulas ou no estágio inicial de desenvolvimento, quando a planta ainda não adquiriu seu hábito trepador. Isso visa prevenir o estabelecimento robusto da planta daninha e minimizar seus impactos nas culturas desejadas.

A aplicação de herbicidas específicos é uma prática comum no manejo da corda-de-viola. Escolher herbicidas para os quais a planta não apresenta resistência é crucial. Diversificar o uso de herbicidas pode ser benéfico para evitar o desenvolvimento de resistência ao longo do tempo.

A eliminação das sementes também é uma estratégia importante para o controle a longo prazo. Como a corda-de-viola se reproduz principalmente por sementes, impedir a formação e dispersão delas contribuirá significativamente para reduzir sua presença  no campo. Isso pode envolver práticas como a remoção manual de plantas antes da produção de sementes ou a implementação de medidas que evitem a disseminação das sementes.

Manejo Integrado de Pragas

O Manejo Integrado de Pragas (MIP)é uma abordagem holística que pode ser aplicada no controle da corda-de-viola. O MIP envolve a combinação de várias estratégias, incluindo o uso de métodos biológicos, culturais, mecânicos e químicos de controle. Introduzir inimigos naturais da corda-de-viola, adotar práticas agrícolas

que reduzam a propagação da erva daninha e integrar métodos de controle em um plano abrangente são aspectos fundamentais do MIP.

Ao adotar uma combinação de controle pré-emergente, uso adequado de herbicidas, eliminação de sementes e aplicação do MIP, você pode criar estratégias eficazes para lidar com a corda-de-viola e mitigar seus efeitos prejudiciais nas lavouras.

Conclusão

O controle da corda-de-viola emerge como um desafio complexo e crucial, especialmente no contexto da produção de soja. As características marcantes dessa planta daninha, como a coloração vistosa, resistência a herbicidas comuns e hábito trepador, tornam essencial a adoção de estratégias de manejo integrado.

A abordagem preventiva, realizando o controle antes do desenvolvimento do hábito trepador e aplicando herbicidas específicos aos quais a corda-de-viola não é resistente, representa uma linha de defesa inicial.

A eliminação de sementes é imperativa para interromper o ciclo reprodutivo da planta, enquanto o uso do Manejo Integrado de Pragas (MIP) oferece uma perspectiva holística, combinando diferentes métodos de controle.

Conscientes dos danos potenciais, você pode atuar de maneira proativa, implementando práticas agrícolas sustentáveis e personalizadas para mitigar os efeitos adversos da corda-de-viola.

Ao integrar estratégias preventivas, aplicação criteriosa de herbicidas, eliminação de sementes e o enfoque abrangente do MIP, é possível promover lavouras mais resilientes e produtivas, contribuindo para a sustentabilidade a longo prazo da agricultura.

Você lidou com a corda-de-viola em sua lavoura?


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