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Sequestro de carbono: entenda o que é e como pode impactar a agricultura

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O sequestro de carbono consiste na captura do gás carbônico da atmosfera e seu armazenamento no solo.

Sendo assim, a agricultura tem um papel significativo nesse processo, uma vez que ele pode ser realizado por meio da fotossíntese e de práticas agrícolas como o plantio direto e rotação de culturas.

Neste artigo vamos explicar o que é sequestro de carbono, sua importância e apresentar as práticas agrícolas responsáveis por capturar o gás carbônico da atmosfera.

Acompanhe a seguir!

O que é sequestro de carbono?

Em síntese, o sequestro de carbono trata-se basicamente do processo de retirada do gás carbônico (CO₂) da atmosfera. Na prática, essa técnica é feita de forma espontânea por oceanos, florestas e solos.

Sendo assim, na natureza, essa captação de CO₂ ocorre por meio do crescimento de vegetais que realizam a fotossíntese, além da absorção do oceano e do solo.

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Como é feito o sequestro de carbono na agricultura?

Não há dúvidas que a agricultura pode ser uma grande aliada global na captura de gás carbônico da atmosfera. Isso porque, por meio de práticas agrícolas, é possível armazená-lo no solo e consequentemente reduzir a ocorrência do efeito estufa.

Na prática, o sequestro de carbono pode ocorrer naturalmente, por meio da fotossíntese e por meio de práticas agrícolas como o sistema de plantio direto, rotação de cultura e até mesmo por técnicas que produzem mais alimentos por hectare.

No caso da fotossíntese, o processo é realizado pelas plantas, que capturam o carbono da atmosfera e o convertem em carboidratos. Parte disso, volta ao ciclo da vida em forma de alimentos, fibras e energia, enquanto outra parte fica armazenada na madeira, raízes, entre outros.

Logo, parte dessas raízes e folhas secas se decompõe, ao longo do tempo, e se convertem em matéria orgânica, que além de ser rica em carbono, também armazena água e nutrientes.

Já o plantio direto tem como objetivo realizar a cobertura do solo para manter seus nutrientes. Assim, com uso da palha e restos vegetais de outras culturas, o solo se mantém preservado.

Entretanto, como, nesse sistema, o processo de decomposição da planta de cobertura é mais lento, há, consequentemente, o estoque de carbono no solo, e redução de perdas para a atmosfera. Nesse sentido, no clima tropical do Brasil, um hectare pode sequestrar até 0.8 toneladas de dióxido de carbono.

Por fim, a rotação de culturas consiste em alternar, de maneira ordenada, diferentes espécies vegetais em determinado espaço de tempo, na mesma área e na mesma estação do ano.

Nessa prática, para garantir sua eficácia, é necessário realizar roçagens periódicas, que resultam em uma espécie de “cama verde” para o solo. A partir da decomposição das plantas, é possível ter de 15% a 25% convertidos em carbono.

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Por que o sequestro de carbono é importante?

A princípio, ao adotar práticas que possibilitam o sequestro de carbono na agricultura, o produtor rural contribuirá para a diminuição das mudanças climáticas, além de melhorar a qualidade do solo.

Entenda a seguir, porque o sequestro de carbono é importante e seus principais benefícios!

Aquecimento global

Em síntese, o aquecimento global é causado pelo aumento dos níveis de CO₂ na atmosfera. Sendo assim, investir na captação desse gás, ou seja, no sequestro de carbono, é uma das formas de frear o aquecimento global e consequentemente reduzir as mudanças climáticas provocadas por ele.

Economia de baixo carbono

Como a alta emissão de gás carbônico é responsável por uma série de problemas ambientais, empresas são estimuladas a adotar práticas sustentáveis, que incorporadas em cadeia, favorecem a economia de baixo carbono.

Como resultado, indústrias e consumidores têm a possibilidade de consumir produtos “mais limpos”, desde a sua concepção na terra.

Processos sustentáveis

Na agricultura, o sequestro de carbono é uma das melhores maneiras de garantir processos mais sustentáveis. Além disso, vale ressaltar que não há como ter bons resultados na atividade agrícola sem recursos naturais e equilíbrio ambiental.

Quais são as práticas agrícolas que sequestram carbono da atmosfera?

Existem muitas maneiras de investir no sequestro de carbono na atividade agrícola e, ao mesmo tempo, tornar a propriedade mais sustentável.

Assim sendo, para investir em práticas agrícolas que sequestram carbono, o produtor precisará aderir a políticas públicas como o Plano de Agricultura de Baixo Carbono ( Plano ABC), coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e executado pela Embrapa e parceiros.

No geral, o Plano ABC estimula a prática dos seguintes programas:

  • Recuperação de pastagens degradadas;
  • Sistema de produção integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF);
  • Sistema de Plantio Direto (SPD);
  • Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN);
  • Incorporação das florestas plantadas;
  • Tratamento de Dejetos Animais;
  • Adaptação à mudança do clima.

Em resumo, esse plano é composto por uma série de ações que envolvem a divulgação, capacitação de técnicos e produtores, transferência de tecnologia, pesquisa e desenvolvimento, regularização fundiária e ambiental, linhas de crédito para fomento à produção sustentável, produção e distribuição de mudas florestais, disponibilização de insumos para agricultura familiar, contratação de assistência técnica, entre outros.

Iniciativas que estimulam o crédito de carbono na agricultura

Embora os projetos de venda de crédito de carbono provenientes da agricultura não sejam aceitos pela ONU, existem títulos sendo vendidos nas paralelas de carbono, como o Chicago Climate Exchange (CCX) e o Fundo Protótipo de Carbono (Prototype Carbon Fund),do Banco Mundial.

Além disso, a Bayer tem atuado no desenvolvimento da economia de baixo carbono e está trabalhando em três principais áreas, visando ao sequestro de carbono na agricultura. São elas:

  • Colocar mais carbono no solo por meio de promoção de práticas ABC;
  • Incentivar a metodologia MRV (Medir, Reportar e Verificar) por meio de novas ferramentas que serão mais baratas, escaláveis e aceitas pela ciência e mercado;
  • Inserir a agricultura no mercado global de carbono, que atualmente está mais focado em energia e transporte (que representam mais de 60% das emissões globais).

Ademais, em julho de 2020, a empresa ainda lançou um programa voltado inicialmente para o Brasil e Estados Unidos, chamado Iniciativa Carbono Bayer, que visa oferecer recompensas para os agricultores que adotarem práticas de sequestro de carbono.

Enfim, gostou desse artigo? Aproveite e leia nosso artigo sobre ESG no agronegócio.

Até a próxima!


Publicado por:
Formada em Jornalismo, pós-graduada em Marketing e especialista em Comunicação Digital, atuo como Analista de Conteúdo no MyFarm. 
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