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Defensivos agrícolas: entenda a importância para a agricultura

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Os defensivos agrícolas são utilizados na agricultura para controlar o aparecimento de pragas e doenças nas lavouras.

Neste artigo vamos apresentar suas classificações e explicar de que forma eles contribuem para os resultados positivos da produção agrícola.

Acompanhe a seguir!

O que são defensivos agrícolas?

Os defensivos agrícolas são produtos químicos, físicos ou biológicos utilizados para realizar o controle de pragas nas lavouras.

Em geral, eles também são conhecidos como pesticidas, praguicidas, produtos fitossanitários e agrotóxicos (termo utilizado pela legislação brasileira).

Além disso, também são considerados defensivos agrícolas os reguladores de crescimento, que aceleram o amadurecimento e floração de plantas.

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Por que os defensivos agrícolas são importantes?

Em síntese, ao aplicar defensivos agrícolas na lavoura, o produtor rural tem o objetivo de promover a proteção das culturas contra o ataque de pragas. Sendo assim, a aplicação desses produtos visa atingir o alvo biológico, seja ele inseto, ácaro, planta daninha, fungos, bactérias, dentre outros.

Como resultado, eles ajudam a proteger a lavoura, evitando perdas e consequentemente a escassez de alimentos.

Sendo assim, o uso de defensivos agrícolas é importante, pois garante que as plantações se desenvolvam sem a interferência de pragas e doenças, garantindo assim, o aumento da produção e a lucratividade do negócio.

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Como os defensivos agrícolas são classificados?

A princípio, existem várias formas de classificar os defensivos agrícolas como: tipos de pragas (alvo),mecanismo de ação, toxicologia animal e periculosidade ambiental.

Alvo

Na prática, os produtos químicos são separados conforme o tipo de praga. Sendo assim, eles são classificados da seguinte forma:

Inseticidas: defensivos compostos por substâncias químicas ou agentes biológicos que controlam insetos (lagartas, percevejos, pulgões, etc.).

Acaricidas: produtos que controlam os ácaros.

Fungicidas: agentes físicos, químicos ou biológicos responsáveis por combater fungos, causadores de doenças nas culturas.

Nematicidas: defensivos utilizados no controle de nematoides (vermes) parasitas de plantas.

Herbicidas: produtos que agem na eliminação de plantas daninhas.

Mecanismo de ação

Em geral, cada tipo de defensivo agrícola possui um mecanismo de ação específico. Nesse sentido, cada ativo (químico ou biológico) é classificado de acordo com o local de modo de ação da praga alvo.

Desse modo, uma molécula de inseticida do grupo químico dos organofosforados, por exemplo, age sobre o sistema nervoso e muscular do inseto, para eliminar ou inibir seu crescimento.

Por outro lado, um agente inseticida biológico, como Bacillus thuringiensis, por exemplo, age sobre o intestino dos insetos.

Contudo, a classificação de acordo com o mecanismo de ação funciona da mesma forma para os demais defensivos como fungicidas, herbicidas, nematicidas e acaricidas.

Toxicologia animal

Na prática, os agrotóxicos, ou seja, os defensivos agrícolas, são classificados pelaAgência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) por níveis de toxicidade. Sendo assim, existem quatro classes toxicológicas:

Fonte: Boas Práticas Agronômicas

Em geral, todo rótulo do produto comercial (ingrediente ativo + aditivos) deve constar uma faixa com a cor da respectiva classe toxicológica determinada em testes prévios. Além disso, é preciso ter dizeres referentes à saúde, para ser lido de forma criteriosa antes do manuseio do produto.

Vale destacar que a avaliação toxicológica é feita a partir de estudos agudos associados aos riscos de irritações de pele, olhos e inalação causadas pela exposição aos produtos.

Também são realizados estudos crônicos em relação ao risco de câncer, mutações e problemas reprodutivos. Caso seja identificado esse risco, o produto não pode ser registrado e comercializado.

Periculosidade ambiental

Em resumo, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) é responsável por realizar a avaliação ambiental dos agrotóxicos, estabelecendo suas classificações em relação ao potencial de periculosidade ambiental.

Essa avaliação é baseada em diversos estudos sobre efeitos dos agrotóxicos em aves, peixes, mamíferos, abelhas, entre outros organismos e microrganismos não alvo.

Ademais, realizam-se estudos de solubilidade em água, biodegradação em solos e volatilidade para obter a classificação de potencial de perigo ambiental:

Tabela com a classificação ambiental dos defensivos agrícolas que indicando o nível de periculosidade ambiental.
Fonte:IBAMA

Como aplicar o defensivo agrícola corretamente?

Primeiramente, é importante esclarecer que para realizar a aplicação do defensivo agrícola é necessário ter uma receita prescrita, ou seja, o receituário agronômico, feito por um engenheiro agrônomo.

Nesse sentido, para a correta aplicação do produto deve-se saber:

  1. O tipo de praga que está causando problema na lavoura;
  2. A dosagem necessária para o controle;
  3. As condições da área com problema.

Ademais, é preciso considerar alguns cuidados importantes durante a aplicação para garantir a segurança alimentar e eficiência na operação. Confira a seguir!

Priorize a segurança

Na prática, seguir as normas de segurança é fundamental para evitar danos à saúde do operador. Portanto, o uso de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) é indispensável durante o processo de aplicação.

Em geral, eles são compostos por:

  • Viseira;
  • Respirador;
  • Touca árabe;
  • Jaleco;
  • Avental;
  • Luva;
  • Calça.

Além disso, também é necessário garantir a segurança alimentar. Para isso, o recomendado é seguir as orientações do engenheiro agrônomo, obedecendo às dosagens e aos prazos indicados entre a aplicação e o consumo.

Escolha o produto certo

A princípio, cada defensivo atua de forma diferenciada e possui um tipo de aplicabilidade específica. Então, a escolha correta vai depender do tipo de praga que está presente na lavoura.

Como vimos anteriormente, eles podem ser categorizados como fungicidas, inseticidas, nematicidas, herbicidase acaricidas.

No entanto, além de combater fungos, insetos, nematoides, plantas daninhas e ácaros, eles também atuam com o auxílio de produtos complementares que são adicionados à calda, como óleos, antiespumantes e reguladores de pH, que aprimoram a eficiência da aplicação.

Faça um planejamento

O planejamento é fundamental para qualquer atividade agrícola. Nesse caso, é necessário identificar as pragas e doenças presentes na lavoura e a melhor forma de combatê-las.

Após pesquisas e estudos, é preciso selecionar os defensivos que atuam exatamente sobre o alvo biológico a fim de alcançar um alto grau de eficiência no controle das pragas, sem afetar diretamente a produção.

Vale ressaltar que esse planejamento deve ser feito a cada safra. Isso porque a cada ano surgem novas variedades de pragas resistentes nas culturas.

Fique atento à pulverização

Já na aplicação, por meio da pulverização, é essencial se atentar para os detalhes. Por isso:

  • Selecione, regule e calibre corretamente o pulverizador, observando o volume, a velocidade e as especificações de vazão/pressão de trabalho de acordo com as recomendações do fabricante e do fornecedor do produto;
  • Verifique as condições meteorológicas necessárias para a aplicação a fim de evitar perdas por evaporação ou deriva. Os principais aspectos a serem levados em consideração são a umidade do ar, a velocidade do vento e a temperatura;
  • Treine o operador, responsável pela aplicação, para que ele seja capaz de adotar as melhores práticas e saiba lidar com novas tecnologias do maquinário;
  • Não utilize água de lagos, bebedouros ou riachos, pois podem conter resíduos que prejudicam a qualidade da calda. Além disso, os materiais orgânicos presentes nessas águas podem reagir quimicamente com os defensivos e comprometer a eficácia da aplicação.

Regulamentação dos defensivos agrícolas

Em resumo, para obter o registro, o defensivo agrícola deve passar pela avaliação de três órgãos: MAPA, IBAMA e ANVISA.

Na prática, cada um desses órgãos realiza um determinado tipo de avaliação do produto, de modo independente do outro.

Nesse cenário, o MAPA é responsável por avaliar a eficiência e o potencial de uso na agricultura. Já ao IBAMA é atribuída a avaliação ambiental, no qual é avaliado o potencial poluidor do produto, enquanto a ANVISA realiza a avaliação toxicológica do defensivo, determinando em quais condições o seu uso é seguro.

Contudo, os setores reguladores são compostos por MAPA, ANVISA e IBAMA e os setores regulados são as indústrias/empresas fabricantes, canais de distribuição (revendas, cooperativas),empresas registrantes, consultorias, prestadores de serviços e usuários (produtores).

Lei nº 7802 de 11 de julho de 1989

A Lei nº 7802 de 11 de julho de 1989 , consolida as questões ligadas aos defensivos agrícolas e é regulamentada por meio do Decreto nº 4074 de 4 de janeiro de 2002. Assim, a legislação dispõe sobre:

  • Experimentação;
  • Produção;
  • Embalagem e rotulagem;
  • Transporte;
  • Armazenamento;
  • Comercialização;
  • Propaganda comercial;
  • Utilização;
  • Importação e exportação;
  • Destino final dos resíduos e embalagens;
  • Registro;
  • Classificação;
  • Controle, inspeção e fiscalização de agrotóxicos, seus componentes e afins.

Como o Manejo Integrado de Pragas (MIP) pode ajudar a reduzir o uso de defensivos na prática?

A princípio, como o MIP foca no monitoramento constante e na priorização de outras táticas como o controle biológico (uso de inimigos naturais das pragas),a escolha de variedades mais resistentes e práticas culturais preventivas, é possível tornar o controle químico a última opção e agir de forma mais estratégica.

Veja a seguir as principais estratégias do Manejo Integrado de Pragas (MIP) que reduzem o uso de defensivos:

Monitoramento e Nível de Controle: em vez de aplicar defensivos em datas fixas, o produtor acompanha as pragas e só as combate quando elas atingem o ponto em que podem causar dano econômico. Isso evita pulverizações desnecessárias.

Uso seletivo de defensivos químicos: quando o controle químico é necessário, opta-se por produtos mais seletivos que afetam a praga-alvo, mas preservam os inimigos naturais da lavoura.

Controle biológico: utiliza-se a liberação ou o incentivo dos inimigos naturais das pragas (predadores, parasitoides e microrganismos) para controlar a população de forma natural.

Práticas preventivas: a adoção de práticas como a rotação de culturas, o uso de variedades resistentes e o controle de plantas daninhas que servem como hospedeiras de pragas ajudam a prevenir infestações.

Armadilhas: utilizam-se armadilhas (como as que usam feromônios ou luz) para capturar e monitorar insetos, reduzindo a necessidade de outras formas de controle químico.

Projeções e tendências para 2026

As projeções e tendências para o uso de defensivos agrícolas em 2026 apontam para um cenário de crescimento moderado do mercado químico tradicional, impulsionado pela demanda por alimentos, mas com uma aceleração significativa da adoção de bioinsumos (defensivos biológicos) e uma pressão regulatória e tecnológica cada vez maior para a sustentabilidade. Confira!

A ascensão dos bioinsumos

Essa é, de longe, a maior tendência para o período. Em 2026, os bioinsumos devem deixar de ser apenas uma alternativa e se consolidar como parte estratégica do manejo.

Nesse cenário, o mercado global de produtos biológicos deve atingir cerca de US$ 19 bilhões até 2026, com uma expansão constante, embora em ritmo mais lento que o pico de anos anteriores.

Ademais, a tendência é o uso de Manejo Integrado de Pragas (MIP),onde os biodefensivos são utilizados em conjunto com os químicos (em rotação ou mistura),para reduzir a pressão de pragas/doenças e a incidência de resistência.

Regulamentação e Pesquisa: o Marco Regulatório de Bioinsumos está se consolidando, incentivando a pesquisa, o desenvolvimento e a produção própria (on-farm) de defensivos biológicos.

Novas Tecnologias: inovações como o RNA Interferente (RNAi) no controle biológico e o uso crescente de biostimulantes para aumentar a resiliência das lavouras a estresses climáticos ganham destaque.

Agricultura de Precisão

A tecnologia será a principal aliada para otimizar o uso de todos os tipos de defensivos. Isso significa que o uso de drones, agricultura de precisão e inteligência artificial (IA) permitirá que os defensivos sejam aplicados apenas onde são realmente necessários, no momento ideal e na dosagem exata.

Nesse sentido, máquinas equipadas com sensores, GPS e sistemas de telemetria se tornarão plataformas inteligentes, fornecendo dados em tempo real para a tomada de decisão no manejo fitossanitário.

No mais, a digitalização e a pressão regulatória devem aumentar a exigência de rastreabilidade do uso dos insumos, desde a compra até a aplicação, atendendo à demanda dos consumidores por transparência.

Mercado químico tradicional

Apesar do crescimento dos biológicos, os defensivos químicos manterão sua importância, mas sob forte pressão por inovação:

Crescimento no valor: o mercado brasileiro de defensivos deve ter um crescimento moderado, na casa de 1% a 1,5% em valor e volume em 2026, segundo algumas projeções (Rabobank).

Corrida Antirresistência: a emergência de pragas e doenças resistentes (como a Ferrugem Asiática da Soja) impulsiona o desenvolvimento de fungicidas e inseticidas de nova geração e a adoção de programas rigorosos de rotação com múltiplos modos de ação.

Pressão Competitiva: a acirrada competição global, especialmente com a entrada de novas empresas (muitas delas chinesas) no fornecimento de princípios ativos e produtos genéricos, deve pressionar as margens de lucro e forçar a inovação nas formulações.

Foco em regulação e conformidade

O ambiente regulatório se tornará mais técnico e exigente. A legislação para defensivos deve entrar em fase de consolidação operacional, exigindo a atualização rigorosa de dossiês e processos de registro.

Além disso, para empresas que exportam, a necessidade de alinhamento com padrões internacionais de segurança e critérios toxicológicos será ainda mais forte.

Por fim, com processos digitais e análises mais rápidas, a fiscalização tende a ser intensificada, exigindo conformidade documental contínua e rótulos alinhados às normas vigentes.

Em resumo, 2026 será o ano da eficiência consolidada. O produtor buscará reduzir custos e riscos por meio da adoção de tecnologias digitais e da integração dos defensivos químicos com as soluções biológicas (Manejo Integrado).

Enfim, conseguiu entender mais sobre a importância dos defensivos agrícolas para a agricultura? Então, aproveite e leia nosso artigo sobre controle de pragas agrícolas.


Publicado por:
Formada em Jornalismo, pós-graduada em Marketing e especialista em Comunicação Digital, atua como Analista de Conteúdo no MyFarm. 
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